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Já está disponível, a sinopse do Enredo da Unidos da Coloninha para o Carnaval 2011.
Em breve estarão disponíveis as informações sobre o concurso de Samba-Enredo.
S.R.C UNIDOS DA COLONINHA
CARNAVAL 2011
SINOPSE DO ENREDO
“Vossa Majestade, beijo-lhe as mãos!
A terra do pau-brasil é boa e querendo aproveita-la, tudo nela dá”.
Tendo como ponto de partida a carta
de Pero Vaz de Caminha ao então rei de Portugal D. Manuel I, o
Venturoso, com a sagração e a valorização da terra brasileira aos olhos
do colonizador, a Coloninha traz para a Avenida Nego Quirido a história
da economia brasileira marcada por uma sucessão de ciclos, baseados na
exploração de um único produto de exportação. Em cada ciclo, um setor
foi privilegiado em detrimento de outro e provocou sucessivas mudanças
sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade
brasileira.
O primeiro ciclo econômico do
Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na
tinturaria de tecidos na Europa e abundante em grande parte do litoral
brasileiro na época dos descobrimentos. Para a extração do pau-brasil,
os portugueses contavam essencialmente com a mão de obra indígena,
trabalho este, conseguido por meio do escambo.
O segundo ciclo econômico
brasileiro se estabelece no ano de 1530 quando a coroa portuguesa com
receio em perder suas novas terras para invasores estrangeiros, cria
colônias como forma de ocupar e proteger seu território. A cultura da
cana de açúcar foi de grande valia para a coroa portuguesa e trouxe o
primeiro surto de prosperidade ao Brasil colonial. A característica
principal dessa monocultura foi o modo de produção baseado no trabalho
escravo, com a importação de negros capturados à força na África.
Estes, tratados como mercadorias, eram as “mãos e os pés” do senhor de
engenho, isto é, faziam todos os serviços braçais nas fazendas. A
partir da segunda metade do século XVII a exportação do produto entra
em declínio devido à concorrência do açúcar produzido nas Antilhas.
Restava a Portugal encontrar outras formas de exploração das riquezas
coloniais.
As cidades mineiras ainda não
tinham revelado todo o seu fascinante mundo dourado quando, em 1714,
pequeninas pedras brilhantes foram encontradas no Arraial do Tijuco em
Minas Gerais. Preciosas e raras, os diamantes até então só eram
encontrados nas Índias. A fim de controlar a livre extração dos metais
e das pedras preciosas, surge a figura do contratador, a quem a realeza
concedia o direito de explorar as lavras. Estes poucos homens tinham
enorme poder e influência, e determinavam o ritmo de vida na região- da
contratação de escravos ao mero posicionamento da torre de uma igreja.
Estava aí montado o cenário para um dos mais lendários romances da
história do Brasil: Chica da Silva, a escrava que durante o ciclo de
ouro, aproveitou-se de sua sensualidade para conquistar a alforria e se
tornar a rainha do Diamante. Seus mínimos desejos e vontades eram
prontamente satisfeitos pelo contratador. Para ela, mandou construir a
famoso Palácio da Palha com cascatas artificiais e plantas exóticas
vindas da Europa, além de um suntuoso teatro onde atores contratados na
corte vinham encenar peças nas famosas festas de Chica. Ao término do
Século XVIII, a febre do ouro havia passado, os aluviões estavam se
esgotando por meio da exploração dos rios, o ouro começou a rarear, mas
nisso tudo, ficaram as glórias das faustosas e imponentes igrejas, bem
como o esplendor da arte barroca.
No inicio do século XIX, a
propagação do café, cercada de exotismo e mistério, coincide com a
chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. As primeiras
mudas foram trazidas ao Pará e cultivadas com interesse quase
decorativo em pequenos terrenos próximos a moradias e até mesmo em
jardins. Por quase um século, o café foi a grande
riqueza nacional e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram
o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais
de comércio. Este período coincide com a substituição da mão-de-obra
escrava pela de imigrantes europeus, atraídos por políticas
governamentais.
A partir da segunda metade do
século XIX, o desenvolvimento tecnologico e a revolução industrial na
Europa fizeram a borracha exercer forte atração sobre empreendedores
visionários. O ciclo da borracha revolucionou a economia brasileira e
principalmente o modo de vida na Amazônia. A cidade de Belém, principal
porto de exportação da mercadoria, enriqueceu e ganhou ares de cidade
européia. Inspirada no luxo da Belle Époque, a capital paraense
orgulhava-se de apelidos como “Paris Tropical”. Viver em Belém no fim
do século XIX era coisa chique! No porto da cidade, atracavam navios
abarrotados de queijos franceses, vinhos portugueses, vestidos
italianos e serviçais europeus. Com o contrabando de sementes da
seringueira para a Europa, a Amazônia começa a perder a primazia do
monopólio de produção da borracha, pois os seringais plantados pelos
ingleses na Malásia, no Ceilão e na África tropical passaram a produzir
látex com maior eficiência e produtividade. Conseqüentemente, a
Amazônia começou a perder o monopólio da produção e os preços começaram
a despencar e o ciclo extrativista entra então em decadência.
Foi somente no final do século XIX
que começou o desenvolvimento industrial no Brasil. Com a crise da
Bolsa de Valores em Nova York em 1929, muitos cafeicultores passaram a
investir parte dos lucros, obtidos com a exportação do café, no
estabelecimento de indústrias, principalmente em São Paulo e Rio de
Janeiro. Eram fábricas de tecidos, calçados e outros produtos de
fabricação mais simples. Além disso, outro fator importante para a
intensificação da indústria brasileira foi o crescimento acelerado dos
grandes centros urbanos derivado do fenômeno do êxodo rural, promovido
pela queda do café. A partir dessa migração houve um grande aumento de
consumidores, apresentando a necessidade de produzir bens de consumo
para a população. Com o final da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a
indústria brasileira foi a grande beneficiada, pois os países europeus
estavam com suas indústrias arrasadas e necessitavam importar produtos
industrializados de outros países, entre eles, o Brasil. Neste período,
foram instaladas no país a Companhia Siderúrgica Nacional, que
abastecia as indústrias com matéria-prima, entre elas o ferro e o aço,
e a Petrobrás, que impulsionou o desenvolvimento das indústrias ligadas
à produção de gêneros derivados do petróleo.
A partir dos anos de 1950, o setor
industrial passou a ser o carro-chefe da economia no país. É o período
JK. Com o lema “Cinquenta anos em cinco” o governo de Juscelino
Kubitschek (1956-1961) propagou o desenvolvimento industrial
brasileiro, que ganhou novos rumos e feições. JK abriu a economia para
o capital internacional, atraindo indústrias multinacionais. Foi
durante este período que ocorreu a instalação de montadoras de veículos
internacionais (Ford, General Motors, Volkswagen e Willys) em
território brasileiro; o desenvolvimento da indústria naval; a expansão
da indústria pesada e a construção de usinas siderúrgicas e
hidrelétricas. Entre 1969 e 1973, o Brasil viveu o chamado “Milagre
Econômico”, quando um crescimento acelerado da indústria gerou empregos
e aumentou a renda de todos os trabalhadores. Neste período,
instaurou-se um pensamento ufanista de “Brasil potência”, que se
evidencia com a conquista da terceira Copa do Mundo de Futebol em 1970
no México e a criação do mote de significado dúbio: “Brasil, ame-o ou
deixe-o”. O acelerado crescimento econômico que se verificou no Brasil
dos anos de 1970 fez com que o país ingressasse finalmente na sociedade
de consumo. Assim, foi possível assistir a um constante desfile de
lançamentos, aguçando a concorrência ou criando mercados absolutamente
novos. O comércio passa por uma transformação a fim de receber a onda
crescente de consumidores, devidamente acionados pelos apelos
publicitários. Os negócios do comércio prosperavam, mas, apesar da boa
disposição do consumidor para comprar sempre e mais, os comerciantes
tiveram que se adaptar ao novo ritmo do mercado enfrentando uma
concorrência agressiva e sofisticada.
Surgem os primeiros shopping
centers no Brasil, locais onde se acumula em forma concentrada um
grande número de lojas e de espaços estetizados em função do
entretenimento. A ideia de modernidade e progresso aliada ao shopping
foram os maiores atrativos para os brasileiros elegerem esse “templo do
consumo” como lugar privilegiado para compras e lazer.
Depois de um longo período de
fechamento do mercado brasileiro às importações, acentuado pela crise
financeira dos anos de 1980, o país iniciou seu processo de
liberalização comercial. A década de 1990 foi um período de intensas
transformações. Na procura de uma renovação de sua inclusão no contexto
econômico mundial, a política comercial do país foi caracterizada pela
abertura econômica, o que favoreceu um forte aumento das importações
brasileiras e representou o alinhamento do país à onda de movimento de
expansão do comércio, chamado de globalização.
Atualmente, o comércio exterior
brasileiro apresenta números recordes no que diz respeito ao mercado
internacional, tendo parceiros países como: os EUA, o Canadá, a China,
a Índia e diversos países da Comunidade Europeia e do MERCOSUL. Como
resultado, o saldo da balança comercial atinge seu maior superávit da
história do comércio exterior brasileiro.
Carnavalesco: José Alfredo Beirão Filho
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